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Case · Governo e setor público

Quando o usuário não encontra, o problema não é dele

Segmento
Apoio e desenvolvimento de pequenos negócios
Tema
Experiência digital e usabilidade
Método
Testes de navegação com rastreamento do olhar e entrevistas em profundidade, com mais de 60 participantes

O ponto de partida

Uma grande organização de apoio a empreendedores mantinha um portal pensado para ser a principal porta de entrada de quem buscava conhecimento, capacitação e orientação. Havia cursos, estudos, ferramentas, orientações para abrir ou desenvolver um negócio, cadastros e canais de atendimento.

Conteúdo não faltava. A dúvida era outra: as pessoas conseguiam encontrar o que precisavam?

Um portal pode ser bonito e completo e, ainda assim, obrigar o usuário a percorrer vários caminhos, usar palavras que ele não entende ou esconder justamente a ferramenta criada para ajudá-lo. Para descobrir isso, era preciso olhar o portal com os olhos de quem o usa, e não de quem o construiu.

  • Cursos
  • Estudos
  • Ferramentas
  • Abrir ou desenvolver um negócio
  • Cadastros
  • Canais de atendimento

Tarefas reais, olhar registrado

Mais de 60 participantes receberam missões próximas das situações do dia a dia: buscar um curso, encontrar informações para abrir um negócio, localizar um estudo, fazer um cadastro, procurar orientação especializada e acessar os canais de atendimento.

Enquanto navegavam, um equipamento de rastreamento do olhar (eye tracking) registrava para onde cada pessoa olhava, o que chamava sua atenção, o que passava despercebido e o caminho percorrido até encontrar, ou não, a informação.

Depois de cada teste, entrevistas em profundidade ajudavam a explicar o que tinha sido observado. Além de saber se o usuário tinha conseguido, era preciso entender por quê.

  1. 1Buscar um curso
  2. 2Encontrar informações para abrir um negócio
  3. 3Localizar um estudo
  4. 4Fazer um cadastro
  5. 5Procurar orientação especializada
  6. 6Acessar os canais de atendimento
Rastro do olhar · ilustrativo

Uma funcionalidade que ninguém vê não existe

Colocar um recurso no portal é uma coisa. Fazer com que ele seja descoberto e entendido é outra.

O estudo confrontou o que existia no portal com o que os usuários de fato percebiam durante as tarefas. Também verificou se termos, filtros, links e campos de preenchimento provocavam o comportamento esperado.

O rastreamento do olhar trouxe uma comparação especialmente útil: o destaque que cada elemento tinha na página versus a atenção que ele recebia de quem estava tentando resolver um problema. O espaço mais valioso de uma página nem sempre é o maior. É aquele que o usuário enxerga no momento em que precisa decidir.

Destaque na página
Atenção recebida
Ilustrativo

Encontrar deveria ser mais fácil do que procurar

A ferramenta de busca apareceu com frequência entre os caminhos escolhidos pelos participantes e, por isso, recebeu atenção especial. O estudo acompanhou o que acontecia depois da busca: se os resultados eram pertinentes, quantas opções apareciam, como sugestões e filtros eram usados e o que mudava conforme as palavras digitadas.

Isso levou a uma pergunta de linguagem: as palavras que a organização usa para classificar seus produtos, serviços e canais são as mesmas que as pessoas usam para procurá-los? Quando não são, a busca falha mesmo funcionando perfeitamente.

palavra do usuário0 resultados
Como a organização chamatermo internoComo o usuário procurapalavra do dia a dia
Ilustrativo

Do obstáculo isolado ao padrão

A análise também percorreu formulários, cadastros, menus, filtros, áreas de acesso e a organização dos conteúdos.

Vistos um a um, os pequenos obstáculos pareciam casos isolados. Reunidos, revelaram padrões da experiência. Foram esses padrões que orientaram as recomendações sobre busca, organização do conteúdo, linguagem, formulários, destaque dos elementos na página e padronização da navegação.

Um a um
Reunidos: padrões
  • Busca
  • Organização do conteúdo
  • Linguagem
  • Formulários
  • Destaque dos elementos
  • Padronização da navegação
Resultado

O que mudou para o cliente

O portal foi alterado a partir do estudo. As recomendações, apoiadas em comportamento observado, e não em opinião, orientaram as mudanças para tornar a navegação mais simples e direta para quem procura ajuda.

O que levamos deste projeto

Um bom site não exige que o usuário aprenda como ele foi organizado. Quando é preciso explicar onde clicar, quem precisa mudar é o site.

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