O que o cadastro não mostra: quem são, de verdade, os pequenos empreendedores
- Segmento
- Desenvolvimento e apoio a pequenos negócios
- Tema
- Perfil, trajetória e necessidades do empreendedor
- Método
- Pesquisa quantitativa nacional por telefone, com mais de 10 mil entrevistas
- Situação
- Ativo
- Data de abertura
- ••/••/••••
- Atividade principal
- ••••••••••••
- Porte
- Pequeno negócio
- Está funcionando?
- Por que foi aberto?
- O que impede o crescimento?
- Por que parou?
O ponto de partida
Um cadastro diz que um negócio existe. Ele não diz se o negócio está funcionando, por que foi aberto, o que impede seu crescimento ou por que parou.
Para uma organização que apoia pequenos negócios em todo o país, essa diferença importa. Visto de longe, o universo dos pequenos empreendedores parece um público só. De perto, ele reúne quem empreende por independência e quem empreende por necessidade, quem está começando e quem tem anos de estrada, quem cresce e quem fechou as portas.
A organização precisava entender o que acontece depois que alguém decide empreender e onde estão as barreiras e as oportunidades para ajudá-lo a avançar.
Ouvir também quem parou
- Em atividade
- Encerrou o negóciocostuma ficar de fora
- Nunca chegou a começarcostuma ficar de fora
Uma escolha de desenho marcou o estudo: ele não ouviu apenas quem estava em atividade. Também incluiu quem havia encerrado o negócio e quem nunca chegou a começar de fato.
Esse público costuma ficar de fora das pesquisas, mas explica tanto quanto quem segue em frente. As razões da interrupção, os obstáculos para começar ou recomeçar e a disposição de voltar a empreender mostram onde o apoio chega tarde ou não chega.
Como fizemos
A pesquisa foi feita por telefone, com mais de 10 mil entrevistas e cobertura nacional. Isso permitiu alcançar empreendedores de todas as regiões, inclusive em cidades menores e no interior.
- 10 mil+entrevistas por telefone
- Nacionaltodas as regiões, inclusive cidades menores e interior
- 3eixos no questionário
- 3leituras na análise
QuestionárioO questionário percorreu três eixos:
- 1
Trajetória: perfil, motivação para empreender, formalização e fontes de renda.
- 2
Operação: conquista de clientes, gestão financeira, crédito, fornecedores e vendas para empresas e para o setor público.
- 3
Capacitação: o que o empreendedor precisa aprender, em que formato prefere aprender e quanto tempo tem para isso.
Das respostas aos perfis
O valor do estudo esteve menos na coleta e mais no que foi feito com ela. Três leituras se somaram:
Segmentação: os empreendedores foram agrupados em perfis com situações e necessidades distintas, em vez de serem tratados como uma média.
Comparação com o cadastro: o que as pessoas relataram foi confrontado com os dados cadastrais, revelando a distância entre o negócio registrado e o negócio real.
Leitura regional: a comparação entre regiões mostrou que o mesmo tipo de apoio não tem o mesmo peso em todo o país.
O que mudou para o cliente
O estudo orientou duas frentes da organização: a capacitação, com temas e formatos ajustados ao que cada perfil precisa e consegue acompanhar, e a comunicação, com mensagens e abordagens pensadas para empreendedores em momentos diferentes.
- 1CapacitaçãoTemas e formatos por perfil
- 2ComunicaçãoMensagens por momento do empreendedor
Um programa pensado para o empreendedor médio corre o risco de não servir a nenhum empreendedor real.
Apoiar pequenos negócios começa por reconhecer que eles não são um público só, e que entender quem parou ajuda a desenhar o apoio para quem continua.