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Case · Varejo e consumo

Por que o consumidor conhece a loja e compra na concorrente?

Segmento
Varejo de materiais de construção e reforma
Tema
Jornada de compra e força de marca
Método
Entrevistas em profundidade, grupos focais, compra acompanhada e pesquisa quantitativa
O paradoxo
  1. Conhecia a marca
  2. Considerava as lojas
  3. Comprava em outro lugar
Contexto

A pergunta

Uma grande rede de materiais de construção tinha marca consolidada e presença forte no mercado. Ainda assim, convivia com um paradoxo: muitos consumidores conheciam a marca, consideravam suas lojas e, no fim, compravam em outro lugar.

As respostas mais óbvias eram preço, localização e variedade. Nenhuma delas, sozinha, explicava o problema. Quem constrói ou reforma não toma uma decisão de compra, toma dezenas, ao longo de semanas ou meses.

A jornada

Uma decisão que começa longe da loja

  1. 1Profissionais da obra
  2. 2Família
  3. 3Internet
  4. 4Comparação de alternativas
  5. 5Lojaúltima parada

Antes de pisar em uma loja, o consumidor já ouviu os profissionais da obra, pediu opinião à família, buscou referências na internet e comparou alternativas. Muitas vezes, a loja é a última parada de uma escolha que começou em outro lugar.

Por isso, perguntar “onde você comprou?” mostraria só o fim da história. O estudo precisava reconstruir como a escolha foi sendo formada.

Como fizemos

Ouvir o que o consumidor diz e ver o que ele faz

O estudo ouviu quem construiu ou reformou nos últimos 12 meses, ou seja, pessoas com a jornada ainda fresca na memória.

O que o consumidor diz

Entrevistas em profundidade e grupos focais

Na etapa qualitativa, entrevistas em profundidade e grupos focais reconstruíram a jornada desde o planejamento da obra até a compra e mostraram quem e o que pesa em cada momento.

O que ele faz

Compra acompanhada

O relato, porém, tem limite: as pessoas lembram da decisão de forma mais organizada do que ela realmente aconteceu. Por isso, o estudo incluiu compras acompanhadas. Os pesquisadores seguiram consumidores durante a compra e observaram a escolha acontecendo: o que chama atenção, onde surge a dúvida, em que momento se compara e o que faz alguém desistir ou fechar.

Caderno de campo
  • O que chama atenção
  • Onde surge a dúvida
  • Quando se compara
  • O que faz desistir ou fechar

Em seguida, uma pesquisa quantitativa com mais de mil entrevistas, em diferentes regiões, mediu em escala os comportamentos e critérios encontrados.

Ficha técnica
12 meses
Obra ou reforma recente dos entrevistados
4 métodos
Entrevistas, grupos focais, compra acompanhada e quantitativa
1.000+
Entrevistas quantitativas em diferentes regiões
5 indicadores
Da marca conhecida à marca rejeitada
  • Preço
  • Promoção
  • Atendimento
  • Experiência em loja
  • Variedade
  • Serviços
  • Conveniência
  • Canais digitais
  • Imagem de marca

Na análise dos fatores de escolha, preço e promoção entraram em pé de igualdade com atendimento, experiência em loja, variedade, serviços, conveniência, canais digitais e imagem de marca. Partir do pressuposto de que “é sempre preço” teria escondido justamente o que a empresa precisava ver.

Força de marca

Do conhecimento à rejeição

  1. 1Conhecimento
  2. 2Visita
  3. 3Compra
  4. 4Preferência
  5. 5Rejeição

O centro do estudo foi uma leitura encadeada da força das marcas: conhecimento, visita, compra, preferência e rejeição. A rejeição costuma ficar de fora desse tipo de análise, mas mostra quem já descartou a marca e por quê.

Olhar esses indicadores em sequência, e não isoladamente, permitiu localizar em que ponto da jornada cada marca avançava e em que ponto perdia o cliente. A mesma leitura foi feita por tipo de consumidor, categoria de produto e região. Ela mostrou que uma proposta de valor que funciona em um contexto pode não funcionar em outro.

A mesma leitura, por
  • Tipo de consumidor
  • Categoria de produto
  • Região
Resultado

O que o cliente ganhou

Uma visão integrada da jornada, conectando marca, experiência, canais, influenciadores e critérios de escolha. Com ela, a empresa passou a ter evidências para responder perguntas estratégicas:

  1. 01Onde concentrar esforços para aumentar a consideração?
  2. 02Quais pontos da experiência merecem mais atenção?
  3. 03Qual papel cabe aos canais digitais e às lojas físicas?
  4. 04Como transformar presença de marca em preferência?

Na prática, o estudo orientou a estratégia digital da empresa. Ele ajudou a definir o papel do online em uma jornada que começa na internet e, muitas vezes, termina no balcão.

O que levamos deste projeto

Em mercados competitivos, ser conhecido é ponto de partida, não vantagem.

A disputa acontece nas etapas seguintes, e muitas delas acontecem fora da loja. Para enxergá-las, não basta perguntar ao consumidor. É preciso acompanhá-lo.

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